3 perfumes de machão: Azzaro, Kouros e Cool Water

Ilustração de Rene Gruau para a campanha de Eau Sauvage.

Aqui caberia, mais ou menos, todo o gênero fougère, que é por excelência o lugar do masculino na perfumaria. Isso num tempo em que o mundo era dividido entre machos e garotas — fougère para meninos, chypre para meninas — mas desde que jogadores de futebol passaram a depilar a sobrancelha e usar hidratante Victoria Secret a coisa ficou complicada. O mundo já foi mais binário.

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Fougère significa samambaia em francês mas deve ser entendido de modo evocativo: eles partem da lavanda para conseguir um efeito herbal, verde, as vezes amargo como tomilho, as vezes mentolado, pontudo, como pinho e eucalipto. Fica impossível não associar com produtos de limpeza: sabonete, pós-barba, desodorante, as vezes Pinho Sol. Ou seja, pode ficar vulgar (barato ou comum), confie no seu nariz e disposição. São perfumes de peito cabeludo, barba cerrada, talvez camisa aberta e correntes, para despertar o George Clooney em você.

 

Kouros, Yves Saint Laurent

Junto com o Poison (Dior) é o casal maior dos anos 80, que fez uma geração achar que não gosta de perfume. Se o gênero fougère está no banheiro, seja no sabonete ou no desinfetante, Kouros está no mictório: tem uma nota de sálvia tão grande que lembra xixi, pinicando o nariz. No meio disso se percebe rosa e lavanda, combinação clássica do sabonete: tem alguém tomando banho nesse banheiro. Kouros brinca com o sujo e o limpo, que é uma das graças da perfumaria. Li um comentário no Fragrantica que traduz muito bem.

Uma mulher conta que entrou num vestiário do time de rugby depois do jogo, e o ar era uma mistura de adolescentes suados, um eventual xixi no mictório e vapores de sabonete saindo do chuveiro. Não parece com absolutamente nenhum outro perfume, é lindo e um clássico. O erro é exagerar na dose, usando pouco ou só embaixo da roupa não tem erro.

Kouros, Yves Saint Laurent.

Kouros, Yves Saint Laurent.
R$199,00 (50 ml)

Nas perfumarias

Cool Water, Davidoff

Mesmo sem conhecer você já conhece. Toda marca fez um ou pegou um trecho, todos os produtos masculinos, cremes de barbear, desodorantes, o mais famoso é o gel Bozzano. Apesar de ser incrível, vai precisar sumir por dez anos para conseguir ser visto de novo. Tem um lado lavanda, mentolado, com maçã verde para um frescor molhado. É tão frescor e de bem com a vida que fica difícil não pensar num bicheiro — o carro branco, camisa aberta, correntes sobre pelos, gel e cabelo para trás. Não consigo pensar em perfume melhor para se divertir: uma festa bem animada num dia de verão, ao ar livre, com aquela ameaça de chuva a tarde. Criado por Pierre Bourdon em 1988, o mesmo de Kouros e Bergamotto Marino (Ferré).

Cool Water, Davidoff.

Cool Water, Davidoff.
R$110,00 (40 ml)

Nas perfumarias.

Azzaro pour Homme, Azzaro

Aqui aparece o lado amargo/medicinal do herbal que se mantém até o fim do uso. Na saída tem lavanda, mentolada e pinicante, e uma nota de anis que amacia um pouco as coisas. Cheira um pouco datado, a anos 70 e seus bigodes. Uma alternativa no mesmo gênero e com preço só um pouco mais alto é Paco Rabanne Pour Homme.

Azzaro pour homme, Azzaro.

Azzaro pour homme, Azzaro.
R$99,00 (30 ml)

Nas perfumarias.

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  • Ciça Azevedo

    Estou simplesmente adorando seu blog Dênis Pagani.

    • Obrigado, Ciça! Pelas minhas contas vc está em londres…

  • Filipe Franco

    Sempre achei que o cheiro do meu pai fosse do creme pós barba. Depois descobri que o machão nem creme pós barba usa. Combina com a careca e o corpão sarado.

    • haha! a segunda grande frustração da infância, depois da inexistência do papai noel, é descobrir que o cheiro natural do pai não é natural. em casa era eau d’orange verte (hermès), as vezes eu dava uma roubada.

  • Bruno Soriano

    Esperava justamente por sua análise do Kouros. Seria a prova virtual de que meu nariz combina com o seu! Agora entendo perfeitamente minha aversão por esse “perfume”! Só faltou dizer que lembra é xixi de cavalo, para evocar uma imagem máscula e campestre em seu invólucro de couro. Parabéns pelo blog.

    • Obrigado, Bruno! Eu estou fascinado no momento como a gente desaprendeu a gostar de tudo que lembra cheiro humano. O ideal de beleza olfativa é lavado, escovado, esfoliado, depilado, aromatizado artificialmente. Acho que o Kouros é o último que fez essa provocação (aos olhos de hoje) no grande mercado, parece que o Serge Lutens tem um perfume recente que também é impraticável.

      • Bruno Soriano

        Juro que, agora, fiquei com vontade de sentir o Kouros novamente! Nunca pensei em seu cheiro como essa provocação suja, crua. Mas o ideal da perfumaria não tem sido desde sempre esse: recobrir os cheiros humanos? Penso se não há um caminho para os cheiros “comestíveis”: muito chocolate, muita baunilha, muito melão e framboesa! Perfumes obesos que reviram o estômago… Abs.

        • Experimenta o hypnotic poison, é totalmente comestível!

          a perfumaria ganha o sentido de higiene depois da peste negra na europa, no séc XIV. primeiro a noção era religiosa, com o incenso, depois vai para o corpo com sentido de purificação, com banhos, pomadas. será que é por isso que pega mal ter cheiro?

          • Guto

            Engraçado que as mulheres fazem essa apologia ao homem perfumado, mas no fundo elas gostam de um pouco de suor misturado à fragrância de um bom perfume. Exemplo: Allure Homme Sport+Suor = Atenção Feminina. Na verdade, parece que elas ainda não resolveram isso no imaginário, se querem o estivador ou o executivo bem sucedido. Rrsrs 🙂

  • E as “Secreções Magníficas” do Etat Libre d’Orange?

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  • Gilson

    Oi Denis… Adorei seus comentários! Pelo menos dois desta lista meu olfato não deixa passar sem registrar sua presença, como o Kouros (para Taurinos puro sangue) e o Azzaro que ficou registrado nas minhas noites paulistanas dos idos anos 70/80 e toda geração Disco Club.
    Fique aqui meus parabéns pelo seu trabalho! abrs.

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  • Siegfried

    Kouros quer dizer adolescente ou rapaz jovem e o cheiro é exatamente para lembrar a explosão das secreções, típica da dessa fase: acne, suor e esmegma…

    • Siegfried, agora sim, faz todo o sentido, obrigado por informar. alguém comentou que é exatamente o cheiro de um vestiário pós jogo, de suor e secreções e também de gente banhada. não tenho experiência de vestiário mas é uma boa imagem e bastante precisa.

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  • Maurício

    Perfeito anos 80, o Kouros me lembra muito cheiro de urina em banheiro público, nunca aturei. Já o Azarro usei muito quando adolescente, era o que existia na época, melhor que o Stilleto ao menos.

    • Tem um Dior dificílimo de achar chamado Jules que vai pelo mesmo caminho, um fougère de dar com o pé no peito. Kouros é maravilhoso, um acorde de forte que não parece com nada, e cheio de coisa acontecendo. Seria muito legal de ver numa mulher para desnortear um pouco.

      • Guto

        Interessante, Dênis, o Kouros realmente não conheci alguma mulher o tenha usado para descrever o resultado, mas o Jules fica muito nas mulheres também, ele fica mais doce e floral, às vezes remete mesmo a um Poison Tendré (y)

      • L.P.Portugal

        Há uma resenha engraçada de 2012 em http://www.parfumo.net/Perfumes/Christian_Dior/Jules . Eu usei no começo dos 80 e a memória mais persistente é a do “perfume que não acaba nunca”. Eu usava uma nanoquantidade , a embalagem acabou se desmanchando de velhice com meio frasco de perfume deteriorado pelos anos e pelo meu medo de exagerar…

        • Dênis Pagani

          hahaha, sensacional resenha, L.P.! É o que o Poison foi para as mulheres, que casal! Eu vou acabar comprando um pelo fator histórico e de choque, haha

          • Guto

            Esses dias conheci um taxista que me buscou na porta de uma perfumaria; comentou comigo que gostava de usar o Poison, nos mesmos saudosos anos 80. E olha que o cara é do tipo machão e tudo. Disse ele que lhe caía bem e que suas namoradas, na época, também aprovavam. Boa essa, hein. Tenho nada contra não; para mim perfume é instinto e paixão – e não gênero. Eu próprio uso Angel de vez em quando e sinto que me cai muito bem, inclusive pelas inaladas que me dão as mulheres. Sejamos felizes!

        • Guto

          O segredo do Jules, como de todos os outros e.d.p.s ou e.d.t.s, amigo, é deixá-lo no escuro, de preferência na caixa original e dentro de uma gaveta onde não incida calor nem sol. Esses cuidados garantem a preservação e retardam enormemente a oxidação. Outra dica é na utilização. Sempre pensamos que se apertarmos a válvula até o fim sairá perfume demais. A resposta é sim e não. Pois uma boa válvula tem as propriedades de “aerar” e espalhar a fragrância. O bom uso da válvula também ajuda a retardar a oxidação. Assim, posso lhe dar umas dicas? Então ao borrifá-lo, é bom fazê-lo a uns 20 cm de distância, para que se forme o efeito névoa caindo sobre você. O trabalho é esperar a névoa assentar sobre nós. Já me acostumei. Eu uso assim: uma pequena borrifada diluída em cada mão, para vestir as roupas – assim tudo fica com um cheiro uniforme mas suave -, uma pequena borrifada no punho esquerdo, atenuada com um pequeno toque no punho direito e nas dobras dos braços, antes de vestir a camisa. Depois de pentear os cabelos e calçar os sapatos, opto para o dia por mais uma borrifada na nuca, essa bem longe a uns 25 cm; e para a noite, faço uma segunda camada de uma borrifada em cada lado do maxilar, o que alcança sempre as laterais do pescoço e das as orelhas, e mais uma no alto da testa, de olhos fechados e bem longe, também a uns 25 cm. Faço isso tão automaticamente que já se tornou fácil. Mas antes disso, intoxiquei muita gente com o saudoso Jules; e também perdi para a oxidação coisas bem legais, como um meio frasco de um Pure Vetiver Azzaro, meio frasco de um Eau de Rochas, e quase todo um Le Male. Ainda bem que aprendi. Outra dica é não esfregar a fragrância na pele – mas tocá-lo brevemente nas partes que se deseja perfumar – assim mantendo o frescor do produto em toda sua evolução, saída, coração e base. Todas essas dicas aprendi com uma perfumista muito competente. Abraço.

          • Guto

            Dênis, esse meu “pergaminho” saiu em posição errada, eu estava na verdade tentando ter um diálogo com LP.Portugal, ok. Desculpa se me estendi demais.

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  • Dênis Pagani

    sem problemas, Guto! esse perfil é que já está meio velhusco e não servindo muito bem, está na minha lista de pendências.

  • vilma

    Parabéns pelo site. Escrevi na busca o nome do perfume Lancaster para ver se alguém falava algo a respeito, mas deu busca não encontrada. Na década de 70 os namorados usavam como se fosse um ritual para atrair as fêmeas e se o namoro acabasse ele presenteava a ex como um pouco do perfume para que ela não o esquecesse. Realmente é um odor inesquecível.

    • oi, vilma! quantas histórias de amor — e de coração partido — deve ter esse perfume por aí. já me falaram o mesmo sobre o Eau Sauvage, da Dior. Vou procurar conhecer o Lancaster.

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  • Dante21

    ”Kouros? São mouros na Espanha dos touros, a revelar tesouros, a tesourar madeiras, a inebriar parceiras, a envolver com couros, sussurros, gritos e estouros, a receber os louros, enfim, pelos momentos ouros. Se você não gosta de emoções fortes, nem chegue perto de Kouros!” (Aretê)

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  • Anderson

    Gente, quanta excentricidade! Adorei o blog, me diverti lendo os posts, os comentários, que delícia encontrar tantos apaixonados por fragrâncias! Fiquei positivamente surpreso! 😀 Já curti no Face! Grande abraço e sucessos!

    • Anderson, que bom que nos encontrou, seja bem vindo!

  • Cleide Vieira

    Eu lembro do Lancaster, e não gostava dele, até porque meu irmão usava, e ele não era nada econômico no mister, e eu vivia sentindo esse aroma, mas lembro mais de uma colônia da Atkinsons: English Lavender. Era uma delícia estar perto de algum homem que a estivesse usando, denotava finesse. e era para lá que dirigíamos nossos olhares em busca de reciprocidade. Bons tempos aqueles dos bailinhos pró formatura com luz negra kkkk e música dos Bee Gees!!! Abraços Cleide

    • Cleide, acho que meu pai usava a English Lavender, vi um frasco outro dia e me lembrei. Ele é mais pro desengonçado, se saía mal no Beegees mas fico feliz em saber que acertava no perfume! Grande abraço

  • Leandro Ricardo

    O cool water foi a inspiração do Quasar do Boticário, que ficou tão popular que quando alguém cheira cool water ,bem menos acessível ,automaticamente lembra do quasar e achar que o cool o imitou, quando na verdade é o contrário. O quasar tb pegou carona no mome de um perfume espanhol de J.del Pozo , que por sinal é delicioso ! O mesmo teve problema ao entrar no Brasil , teve de colocar o nome do criador na caixa , para não ser confundido com o homônimo ! (J. del Pozo o mesmo criador de Duende).

    • Leandro, não sabia sobre a questão do nome. Vc tem um perfume favorito do Boticário?

  • Tiago

    Denis,
    Parabéns pelo site!
    Sou absolutamente leigo, mas tenho me divertido lendo suas aulas em “falando perfumês”.
    Estou à procura de um perfume bem verde, exatamente como você descreveu: grama cortada e folha amassada. Há algum perfume com essas características voltado ao público masculino?
    Obrigado e, novamente, parabéns!

    • rotulado como masculino não conheço, mas é um tipo de acorde que não vejo como estritamente feminino. em geral são secos e com um lado amargo, não vejo problema em homem usar, questão de experimentar e ver o que se encaixa no seu gosto. tenho usado muito Chanel Cristalle EdT, fantástico para o verão. outros para testar: Issey Miyake A Scent, Givenchy Dahlia Noir L’eau. o último tem bastante patchouli, que dá uma impressão mais masculina. boa sorte!

  • Jaqueline

    Poxa, nada haver… Não existe essa coisa de perfume de Machão ou de não machão. Perfumes não se discute e ponto, cada pessoa tem um gosto diferente. Eu particularmente não gosto de nenhum, mas, há pessoas que sim.

    • Jacqueline, num outro comentário você disse que tem perfumes femininos que “não dá” para homem, depois desse comentário fiquei sem entender. de qualquer forma, o texto é bem claro: estou falando de um tempo em que o mundo era mais binário.

  • Morri com o título desse post. <3

    Vou te dizer que gosto dos três, mas realmente eles têm essa vibe macho man que simplesmente nunca rolaria na minha pele.

    • Deb, nem um Cool Water nesse verãozão? Será que não vale um teste? A Natura tem um perfume chamado Amasso, que é um fougère na linha Cool Water. Achei boa a brincadeira!

  • Quando você cita… “bicheiro… camisa aberta… e …correntes sobre pelos…”, automaticamente me lembrei do YATAGAN da Caron. Puro cheiro de Homem Macho, Vulgar, Peludo e Suado. Quase até lembro do Wolverine. E sempre sinto o cheiro disto ou semelhante em alguém. Geralmente não consigo ficar perto. Meio pinho e animalesco. E muita gente gosta.

    Gosto de poucos perfumes. Ainda tenho menos de meio frasco do Yohji Homme, que é o meu preferido, era a minha assinatura. Pra mim tem cheiro de Relax. Agora só uso em ocasiões especiais. O Voyage D’ Hermès Parfum também me traz a mesma sensação. Mesma não, de Bem estar mesmo. O Nemo da Cacharel, também usei. Pena que está descontinuado, e não encontrei nenhum com a mesma vibe (pra mim). Queria achar outro pra por no lugar. Pra batidão do dia a dia, é Chanel mesmo. Allure Sport e o Bleu. Gosto do Bleu. Realmente é meio já te ví. Mas a secagem dele é o que me fisgou.

    Hugs!

    PS: Dênis, descobri seu blog hoje, e estou gostando. Parabéns e obrigado.

    • Eu gosto de uma mensagem mista, quando o perfume nao bate com a roupa, ou vice e versa. de repente o Yatagan funciona nessa condição?

      O Yohji Homme é lindo, assim como as roupas da marca, acho que é um fougère que eu toparia usar. Obrigado, S, estou por aqui.

  • Melhores Perfumes Importados

    Achei o título da postagem sensacional! HAHAHAHA

  • Roberto

    Falou muito pouco sobre meu (confesso) perfume predileto, azzaro, foi broxante !
    Todo mundo fala que é datado demais, cafona… Mas eu ADORO ! Sempre qdo viajo compro vários mas termino nos anos 70. Vou testar o PRPH .
    ROBERTO RANGEL

  • Maria Graça

    ai galera, vcs que amam pefumes eu sei, vim dar uma dica de onde comprar perfumes azarro masculino 100ml por R$120,00. Isso mesmo! Acessem e confiram… Bjinhos…

  • Jackline

    Adorei o texto. Kouros foi meu primeiro perfume importado e foi paixão à primeira “cheirada”. apesar de forte e lembrar a macho, eu uso.

    • Demais, Jackline, é um perfume maravilhoso. Engraçado que é a segunda mulher que conheço que ama este, acho curioso.

      • Victor Lisbôa

        Conheci o site a pouco tempo e gostei bastante…. Sobre o Kouros, é engraçado que eu ganhei e não gostei mas, uma noite resolvi usar em casa e minha mãe gostou, minha prima e minha tia que estavam aqui gostaram e o pessoal que encontrei nessa mesma noite elogiaram… Depois disso passei a curtir. Mas lembro muito da minha primeira impressão “poxa Yves, perfume de velho na feira”.
        O Azzaro? Muitos cara curtem mas, suas namoradas não. No 212 Men a situação é contraria.

  • Clara

    Eu conheço apenas o Azzaro, e para o meu olfato ele é bastante agressivo. Prefiro perfumes masculinos mais suaves. Esse cheiro de “pai”, não me agradaria no meu namorado!

  • Miguel

    Vendo o Davidoff e o Azzaro na minha loja! O Kouros vale a pena? Pergunto aqui, peço a vossa opinião, pois estava a pensar juntar ao stock 😉 Se quiserem consultar, http://www.toperfumes.com

  • Aran Rofé

    Lembro que descobri o Kouros pelas pesquisas que fiz com colegas de trabalho. Um dia falei “esse perfume é maneiro, me lembra a minha infância, gosto muito dele (tenho 35 anos)”. Minha memória olfativa é extremamente aguçada, me faz lembrar tudo! Um cara falou é Kouros, não acreditei, o outro também falou e um terceiro também. Mas antes, vinha usando o Mahogany For Men, que foi o caminho das pedras. Esse For Men não é uma cópia, e sim uma versão suave. O mais curioso é que a nota de fundo do Kouros é a melhor!! No início, a nota de saída é meio forte, gosto quando ela seca. Enfim, uso o For Men no dia-a-dia e Kouros nos dias especiais. Já acho até que esse cheiro é minha marca registrada. : )

    • É um perfume maravilhoso e corajoso, Wellington, daqueles que não poderia ser feito atualmente – a curva do gosto virou para outro lado. Vou pesquisar o Mahogany, obrigado pela dica.

  • rosana

    verdade era esse lancaster e o azarro era o que exalava na epoca muito bons os dois e um cheiro inesquecivel

  • Hudson Vieira

    Ótimos perfumes. Tenho o Azzaro e ja tive os outros dois.

  • Ubiratan Mayka

    Gostei muito de uma de suas respostas por aqui, Dênis: o texto se refere a um tempo em que o mundo ERA “mais binário”, rs. Em matéria de perfume, talvez caminhamos mais rápido para o “unisexo”, se assim posso definir pessoalmente. Odeio clichês de “perfume feminino, unissex ou masculino”. Somente um cheiro é muito pouco para definir o gênero de cada um. Gosto desta frase: “Quem faz o perfume é você”. Mas voltando à brincadeira do texto, acrescentaria mais 3 “machões”, rs: Chanel Antaeus, Paco Rabanne pour homme e Van Cleef and Arpels Tsar. Tenho curiosidade para conhecer o tão falado Yatagan, mas ficará só na vontade mesmo, já que foi para o “céu dos perfumes”, rs. Texto delicioso de ler. Abs!

  • Diego

    O Lancaster ainda existe (estamos em Janeiro de 2015), mas o cheiro do de hoje é bem diferente. O original (de ANTIGAMENTE) era doce e muito, mas muito gostoso. O de hoje, tem praticamente o mesmo layout, mas o cheiro mudou, o “docinho” está lá, mas muito fraquinho e as notas mais fortes lembram incenso (lembra muito aquelas casas de artigos de Umbanda, rss).

  • marques

    acrescentaria nesses citados o polo by ralph lauren, o tradicional,o verde. cheiro de pinho, um herbal amadeirado classico tambem. perfume que marcou epoca no fim dos anos 70 e comeco dos 80 ao lado do kouros. perfume que lembra homem seguro, um executivo ou um dono de comercio vestido de roupa social para um almoco ou reuniao. perfume que lembra masculinidade e passa seguranca. muito bom, meu pai usava quando eu era crianca, e apesar de hoje em dia eu ter varias outras opcoes mais energizantes e joviais no meu guarda roupa, naquele dia de meio de semana que esteja com aquele friozinho e eu vou sair de roupa social, eu bato a poeira dele e tasco umas borrifadas, depois de uma meia hora quando a abertura dele se acalma e entra aquela sensacao de grama cortada e ele suaviza mais, fica uma delicia. muito bom o polo da ralph lauren. e esses tres citados tambem adoro, so nunca tive o azarro, mais o kouros e o cool water ja tive em minha colecao, muito bons, assim como o polo

    • Marques, bem lembrado! MArcou época. Merecia uma resenha o Polo verde. Vamos ver o que consigo.

  • Ali Hassan Ayache

    Não imagino o Cool Water tão machão assim, colocaria em seu lugar o Drakkar Noir. Esse mais machão ainda.

    • Ótima lembrança, Ali! Tem tudo a ver com o espírito da coisa. Brut também poderia entrar.

      • Renan V.

        Nem isso, colocaria o Ted Lapidus ou o Paco Rabanne Pour Homme. O Arbo, da Boticário, também é uma bomba, bem forte e intenso, além de barato.

  • Gustavo Reinhold

    “Cheira um pouco datado, a anos 70 e seus bigodes”

    Achei o meu perfume!

  • Alessandro

    Ola Denis. Sabe aqueles clássicos que vc conhece o nome e a fama e nunca, sabe-se lá pq, se deu ao trabalho de ir cafungar? É o caso do Kouros. Esses dias me dei conta que ainda não conheço. Talvez até tenha sentido em alguém, né?! Li algumas resenhas apaixonadas e outras nem tanto (vulgar, perfume do vovô…). Vou lá experimentar para ver qual é desse ame/odeie, rsrs. Abraço

    • Alessandro, o Kouros é demais. Entra na categoria gosto aprendido. Depois me conta o que vc achou?

  • Alberto

    Cool Water é muito bom! Primeiro perfume de marca que comprei. Tinha 18 anos e estava na Austrália. Na época, esse era o perfume do momento. Lembro que cheguei com o cheiro da “Cool Water”, e PUF. Eu era um COOL. Muito bom mesmo! O problema é que gosto de perfume que exala. E o Cool Water não exalava muito. (Ou não me recordo). Aliás.. Quais perfumes você acha que mais exalam? Isso é muito complicado.

    • Alberto, o Cool Water tem ótima difusão. Talvez vc goste do Kouros, que está aí na lista: um campeão de elogios de ódio também, tão potente que é.

  • Alize Bernardes

    Olha eu tirando o post do baú para perguntar.
    Dênis, você conhece algum perfume que tenha como aroma principal o dry down do Polo tradicional, do vidro verde? Eu moro numa cidade muito quente, e adoro o dry down do Polo no meu namorado, mas até esperar toda a evolução do perfume passar para chegar cheiro mais ambarado do fundo é barra para o clima daqui.

    • Alize, essas comparações de perfume lado a lado são complicadas, em geral o primeiro sempre ganha. Por sorte eu to com uma fita com o Polo borrifado ontem aqui do meu lado, acredita? O Aramis Pour Homme tem alguma coisa parecida mas é mais amargo no fundo e mais fresco na frente, talvez seja mais fácil de usar por aí? Acho que a graça de vários perfumes é essa tbm, esperar pra chegar na hora favorita. No seu lugar eu tentaria ficar com o Polo mesmo, aplicando pouquíssimo. É um grande perfume, não entendo pq pararam de usar.

      • Alize Bernardes

        Realmente esperar toda a evolução do perfume faz com que o final seja magnífico. Minha dificuldade aqui é o clima mesmo, comumente 35ºC para mais, mas vou adquirir um frasco menor mesmo e pedir para borrifar pouco, em lugares mais escondidos. Também acho o Polo um ótimo perfume e gosto de senti-lo para desintoxicar o nariz das bombas abaunilhadas atuais.
        Agora seguindo essa vibe de perfumes verdes, quando puder experimente o Natura Ekos Mate Verde – caso não o conheça -, vale muito a pena. Acho ele facilmente compartilhável e além de ser verde como uma floresta densa, tem uma aura de loja esotérica conforme evolui.
        Obrigada pela ajuda, Dênis! Um grande abraço!

  • Ramon Ferreira

    Nunca experimentei, ja senti kouros de longe,uso jean paul, hugo boss, chanel,são minhas marcas.

  • Eduardo

    Coragem de titã pra usar esse Kouros! Nao conheço nada pior na perfumaria, melhor, dentro do meu perfil olfativo. É, talvez o ne million consiga ser tao complicado qto. :)!

    • haha! Certeza que não é um perfume fácil mas que é interessante, isso é! Já o 1 million… *cri cri*…

  • Daniel Arata

    Dênis e seus textos incríveis!!
    Nada contra “os clássicos” mas não me identifico nunca com o Azzaro. Ele tem um cheiro tão de “chefe da máfia italiana”, Hahaha. É mega imponente, não me vejo usando. O Cool é muito “tô de bem com a vida”, né? Usei por um curtíssimo período onde era sócio do frasco. Rs. Bons tempos.
    Abraços e obrigado por mais um texto!

    • o cool water é divertido demais. não consigo levar a sério mas é mto deboche pra deixar passar batido.

  • benice

    Adoro Kouros uso é amo e todas as pessoas que normalmente não conheço adoram!ganho muitos elogios com ele,eu particulamente amo perfumes masculinos.

  • Davi Felix

    Bom dia Denis vi seu vídeo falando sobre o kouros e comprei gostei más não consigo sentir o cheiro de xixi kkk
    Ele dura mais de 12 horas, estou com dúvidas se de fato ele é original, sou inscrito no seu canal do YouTube

  • the rálk

    citaria também o Tsar, perfume maravilhoso o melhor dentre os verdes para mim

  • Adriana Seabra

    Dênis, você há de convir que há mais coincidências entre Chypres e Fougères do que sonha nossa vã filosofia… (ou nossa vã perfumaria).
    Chypres e Fougères não cheiram a boulangerie (nem amêndoas, nem chocolate, nem cassis… Só eventualmente, lá no fundo, às vezes… uma vanilinazinha).

    Cheiram a florestas verdes, musgo, umidade, frescor, madeira apodrecida, tanino, ervas… e ardem, coçam o nariz.
    São tudo o que a perfumaria tinha de bom, e que hoje se encontra cada vez mais raramente.

    Mas gosto de te ler, até quando elogia o hypnotic poison.