Caron Pour un Homme – do gentleman e das brasileiras

lavanda

O Brasil tem uma ligação toda especial com a lavanda: no mundo é considerada uma fragrância masculina, aqui, por vários caminhos, é associada com o universo feminino e infantil. A Lavanda Johnson’s, lançada no país em 1950, não foi a primeira mas teve seu papel nas referências de todo mundo. Aliás, dá para traçar uma história recente do Brasil pelas suas lavandas — oi, post novo!

Caron Pour un Homme é a própria definição de um fougère, a combinação (inicial) de lavanda, cumarina e musgo de carvalho. Aqui, a lavanda é fresca, com aquele ângulo mentolado/gelado tão gostoso. Toda lavanda tem uma faceta adocicada — ela se liga lindamente com adocicado da cumarina, que cheira a baunilha e amêndoas. Depois da saída mais gelada, o perfume todo vai para um caminho redondo e macio de cumarina, com acento de baunilha, bem envolvente e confortável de usar. O musgo de carvalho faz só um contraponto de secura lá no fim, bem discreto.

Lembra homens de espírito antigo, asseados, barbeados, penteados, bem cuidados — a palavra é gentleman. Eu não consigo deixar de pensar num amigo que usa gravata borboleta, que só usa Pour Un Homme. Colocando no contexto brasileiro, vai funcionar super com mulheres que amam lavandas confortáveis.

Foto: martius (editado), via Flickr Creative Commons

  • Ali Hassan Ayache

    O mais tradicional dos tradicionais, lavanda eficaz e um perfume constante do começo ao fim. Sem a riqueza aromática das fragrâncias modernas consegue espaço nas pessoas menos descoladas e mais tradicionais. Ideal para ocasiões formais, onde a idade média está acima dos 50 anos.

    • Ali, discordo. De fato ele vem de uma tradição. Mas não vejo sentido em restringir o público. Acho demais informação trocada quando o assunto é estilo. Fora que ele é tão confortável que todo mundo pode usar por esse motivo.

  • Thiago Martini

    Pra mim, este e o YSL Rive Gauche são os fougeres definitivos. O Caron no lado oriental, mais adocicado e o YSL mais para o aromático, verde. Recentemente consegui um frasco do Roberto Cavalli Black, que nada mais é que uma releitura mais moderna do Pour un Homme, perfume extremamente bem construído, porém fora do radar